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terça-feira, 15 de agosto de 2017

Repelentes de insetos - Qual o melhor?

Os repelentes de insetos são substâncias que, quando aplicadas sobre a pele, roupa ou superfícies, afetam os sentidos dos insetos, dificultando que estes reconheçam uma fonte de alimentação. Os ultrassons são, também, usados, apesar de não estar totalmente comprovada a sua eficácia.
Existe uma grande variedade de substâncias repelentes. As substâncias sintéticas são mais eficazes do que as naturais.
A maior parte dos repelentes não é aconselhável a crianças inferiores a 2 anos. Para estas idades deve preferir-se o uso de redes mosquiteiras ou de dispositivos como pulseiras ou patches que não entram em contacto com a pele. Embora, nestes últimos, a eficácia seja muito baixa.
Existem várias substâncias com propriedades repelentes de insetos. De entre todas, o DEET (N,N-dietil-m-toluamida) é considerado o repelente mais eficaz e com maior duração de ação. A Icaridina também é muito eficaz e pode ser utilizada em crianças a partir dos 6 meses. O IR3535 ou o Citriodiol são boas alternativas, sendo recomendados a partir dos 2 e 3 anos, respetivamente, enquanto os produtos à base de óleo de eucalipto e seus derivados  são indicados a partir dos 3 meses. A Citronela só seve ser usada em crianças com mais de 3 anos, evitando o contacto com a pele.
Nenhuma das substâncias existentes é segura para recém nascidos e crianças até aos 2 meses de idade.
Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA, o DEET e a Icaridina são os dois componentes ativos que conferem proteção contra os mosquitos em zonas tropicais.
Os ultrassons emitidos são desagradáveis para os mosquitos, mas não causam qualquer efeito indesejável nas pessoas, podendo ser usados em crianças muito pequenas com total segurança. No entanto, são ineficazes contra mosquitos de outras regiões não europeias.
Em países com risco de malária ou dengue, transmitidos por picadas de mosquitos portadores destas doenças, justifica-se usar um repelente com elevadas concentrações de DEET (50%).
O efeito dura em média  4 horas, mas pode variar com vários fatores como tomar banho, concentração do produto , etc.


domingo, 13 de agosto de 2017

Nebulizadores de compressão Vs ultrassónicos


Os nebulizadores são dispositivos médicos que se destinam à administração de medicamentos pela via respiratória. É um equipamento que permite a transformação de um medicamento líquido numa nuvem de partículas finas (aerossol) para que possa ser inalado diretamente para o interior dos pulmões através de uma máscara ou boquilha. Destinam-se, sobretudo, aos problemas do trato respiratório, como bronquite, asma, doença obstrutiva crónica (DPOC), sinusite e rinite.

Os medicamentos mais utilizados neste tipo de doenças são:

  • Brometo de ipratrópio (Atrovent®, Ipraxa®) – Broncodilatador anticolinérgico;
  • Brometo de ipratópio + Salbutamol (Combivent®, Ipramol®);
  • Sulfato de salbutamol (Ventilan®) – Broncodilatadores β-adrenérgico;
  • Budesonida (Budesonida Teva®, Pulmicort®) - Glucocorticóide;

Os broncodilatadores são usados nas crises, para aliviar os sintomas, enquanto que os corticóides são usados para evitar as crises.

Existem dois tipos de nebulizadores:

Nebulizadores de compressor ou a ar comprimido. A nebulização resulta da passagem do ar por orifícios que geram uma névoa, arrastando o líquido sob a forma de partículas muito pequenas. Neste tipo de nebulizador existem os de membrana, que são os mais económicos e, também os mais usados, mas têm o inconveniente de ser mais ruidosos e lentos. Os nebulizadores de êmbolo têm mais potência e, logo, fazem uma nebulização mais rápida.

Nebulizadores ultrassónicos. São a tecnologia mais recente. Nestes, um cristal converte o impulso elétrico em vibrações que exercem sobre o medicamento o mesmo efeito das ondas do mar ao bater nas rochas. As vibrações mecânicas rompem a tensão superficial da solução, formando micropartículas que são arrastadas pelo fluxo contínuo do ar.

Os ultrassónicos são pouco ruidosos e permitem fazer a inalação rápida em qualquer posição. É uma tecnologia mais recente e , por isso, menos económica.

A desvantagem é que não permitem a administração de todos os medicamentos, nomeadamente os glucocorticóides, porque o tamanho das partículas formadas, demasiado grandes, não permitem atingir os brônquios, ou porque ocorre a quebra da molécula, comprometendo a eficácia.

Os nebulizadores ultrassónicos são ideais para crianças, pois permitem fazer a terapia durante o sono, por serem relativamente silenciosos. São, também, indicados a crianças, porque os medicamentos mais utilizados nesta faixa etária são os broncodilatadores nas crises respiratórias ou simplesmente soro fisiológico para humidificar as vias aéreas. Permitem, ainda, uma administração rápida.




sábado, 1 de julho de 2017

Molusco contagioso (Molluscum contagiosum)

O molusco contagioso é uma infeção viral da pele, benigna, contagiosa, provocada por um vírus da família poxvírus. Manifesta-se por pequenas protuberâncias (pápulas) rosadas ou brancas, de 2 a 5 mm de diâmetro, em forma de cúpula, lisas ou cerosas. É uma infeção crónica localizada. Geralmente as lesões não são pruriginosas, mas podem tronar-se inflamadas quando o organismo tenta eliminar o vírus.
O diagnóstico baseia-se na observação clínica. Somente se faz uma biópsia da pele ou a coloração por hematoxilina-eosina do material extraído da lesão quando não há certeza no diagnóstico.
O vírus infeta por contato direto com a pele ou através de objetos contaminados. Este, pode propagar-se na água de piscinas, banhos ou saunas. É uma infeção frequente em crianças entre os 2 e os 5 anos, mas pode afetar adolescentes e adultos.

O molusco contagioso pode infetar todo o corpo, exceto palmas das mãos e plantas dos pés. Nas crianças afetam rosto, tronco, braços e pernas. Nos adultos afetam junto aos órgãos sexuais. As lesões na zona púbica e genitália são transmitidas sexualmente entre adultos.

As pessoas imunodeprimidas (doentes com SIDA, a usar corticoides e imunossupressores) estão mais propensas à infeção.
A maioria das lesões desaparece em 2 a 3 anos, não sendo necessário qualquer tratamento, a não ser por razões estéticas ou quando causam incómodos. Quando afetam a zona púbica devem ser tratadas para evitar a disseminação sexual.
O tratamento consiste na remoção das lesões por métodos mecânicos como: curetagem (raspagem), crioterapia, eletrocauterização ou lazer; ou usando químicos como: ácido tricloroacético a 50% e hidróxido de potássio a 5 ou 10%. Alguns médicos prescrevem a aplicação de cremes com tretinoína ou imiquimod durante várias semanas.
Os tratamentos que não causam dor estão indicados, sobretudo, para crianças. Os métodos mecânicos podem ser usados após a aplicação de anestésicos locais.
As crianças poderão ir à escola normalmente, tendo o cuidado de proteger as zonas infetadas.
De todos os tratamentos disponíveis, o hidróxido de potássio a 5 e 10% (Molutrex®; Molusk®)  é o único disponível sem receita médica.

Medidas preventivas:

É uma infeção contagiosa, logo, é necessário estar vigilante para evitar a contaminação familiar. A transmissão do vírus ocorre por contato direto com a pele de uma pessoa infetada, ou através de objetos contaminados, por isso deve-se:
  •         Evitar coçar as lesões porque podem contaminar outras partes do corpo;
  •         Lavar bem as mãos após ter tocado nas lesões e na pele circundante;
  •         Evitar o contato direto com a pele da pessoa infetada;
  •         Dar banho às crianças infetadas separadamente e evitar as piscinas;
  •         Não compartilhar objetos pessoais, como toalhas, roupas, sabonetes, etc.



sábado, 1 de abril de 2017

Papeira, parotidite epidémica

A papeira, parotidite epidémica, trasorelho ou caxumba (Brasil), é uma doença infeciosa aguda que atinge as crianças entre os 5 e os 15 anos. O agente causal é um paramixovírus e a manifestação mais frequente evolve as glândulas salivares (parótidas), causando inchaço e dor. É uma doença benigna, autolimitada e, em alguns casos (30%), não se manifesta.
O vírus transmite-se através de gotículas de saliva infetadas através da boca, nariz e olhos. O único reservatório conhecido é o Homem. Os picos de incidência ocorrem no final do inverno, início da primavera, em locais de grande aglomeração, como escolas ou universidades. Para isto, contribuem a falha da vacina e a diminuição da imunidade. Um episódio confere imunidade para toda a vida.
As complicações da papeira dependem do sexo do doente.
Em alguns casos (20%) dos indivíduos do sexo masculino que são atingidos depois da puberdade, poderá atingir os testículos, originando orquite (inflamação testicular, com dor, edema, eritema e sensação de calor no escroto). A inflamação, que ocorre 2 a 3 semanas depois, pode causar esterilidade masculina.
No sexo feminino raramente ocorre ovarite, inflamação dos ovários e seios, provocando esterilidade feminina.
O vírus poderá afetar outros órgãos, como pâncreas e sistema nervoso. Pancreatite, com náuseas intensas e dor epigástrica desaparecem numa semana com completa recuperação. A meningite e encefalite manifestam-se por cefaleia, vómitos, rigidez da nuca, sonolência e convulsões. Normalmente, é benigna e evolui para cura total em poucos dias.
Os primeiros sintomas são fadiga e dor de garganta. Passados 2 dias, dá-se o aumento do volume das parótidas, com inchaço doloroso nos dois lados do pescoço e rosto. Surge a dor de cabeça e febre de 40ºC. Com o alastrar, a mastigação e deglutição tornam-se dolorosas. Passados 4 a 5 dias desaparecem os sintomas.
O tratamento é sintomático. Recorre-se a analgésicos/antipiréticos para a dor e febre (Ibuprofeno e Paracetamol). Os alimentos devem ser de consistência leve, pastosa ou líquidos.
No caso da orquite, é recomendável repouso absoluto e o uso de apoios para o escroto, assim como a aplicação de compressas frias para minimizar a dor.
Na pancreatite, há que repor os líquidos perdidos, recorrendo a sais de re-hidratação.
Em caso de meningite, combate-se os sintomas e recorre-se  a anti-inflamatórios não esteróides.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Mastites da amamentação

A mastite é uma infecção da glândula mamária. Ocorre, sobretudo, no período de amamentação e afecta algumas mulheres, sobretudo, nos primeiros meses.
A bactéria causadora da mastite é, na maioria dos casos, o Staphylococcus aureus,  que é uma bactéria muito comum na pele, mas que não desenvolve infecção. Quando a pele é lesada poderá ocorrer uma infecção. Também poderá causar infecções intestinais, quando ingeridos com alimentos contaminados, causando vómitos e diarreia ou atingir outros órgãos como o coração, os pulmões ou os rins.
Os principais factores de risco para o desenvolvimentos da mastite são o não esvaziamento completo da mama durante a amamentação e as fissuras do mamilo que favorecem a invasão bacteriana.
Os principais sintomas da mastite são o endurecimento da mama, vermelhidão local, dor local, cansaço,  arrepios e febre.
O esvaziamento completo da mama é importante para evitar a progressão da infecção, podendo o bebé continuar a mamar normalmente. O leite materno é muito rico em anticorpos e substâncias antibacterianas que não deixam afectar o bebé. Além disso, a acidez do estômago do bebé destroi quase todas as bactérias.
No final da amamentação deve-se drenar completamente a mama recorrendo a uma bomba para tirar o leite e aplicando compressas quentes e massagens para facilitar o esvaziamento. Em certos casos poderá ser necessário a toma de antibióticos. Os antibióticos mais usados são as penicilinas e as cefalosporinas, como dicloxacilina, cefalexina ou cefradina. Estes antibióticos podem ser tomados durante a amamentação, pois quase não são eliminados através do leite.
A evolução da infecção deverá sempre ser sempre seguida pelo médico.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

Tomar Multivitamínicos ou não?

Os hábitos alimentares dos portugueses estão a mudar e uma grande parte não tem uma alimentação equilibrada. É uma situação grave de saúde pública, pois a maioria não sabe como fazer uma alimentação equilibrada e isso acarreta consequências na saúde. A toma de multivitamínicos, apesar de não substituir uma alimentação saudável, ajuda a colmatar o défice nutricional e contribuí para a melhoria da qualidade de vida.
Uma alimentação saudável deveria ser variada, com alimentos de alto valor nutricional, ricos em vitaminas e minerais. As refeições deveriam ser a horas certas e várias vezes ao dia. No entanto, as refeições dos portugueses são, normalmente, altamente calóricas, com alimentos de baixo valor nutricional, pobres em vitaminas e minerais. As refeições são feiras à pressa e com intervalos longos e irregulares.
A alimentação desequilibrada começa logo ao pequeno almoço. Algumas pessoas não tomam o pequeno almoço, uma das refeições mais importantes. A maioria da população não faz ao pequeno almoço uma refeição rica e completa. A refeição da noite, que deveria ser a mais leve, é uma das refeições mais calóricas.
A falta de informação a nível das calorias ingeridas, assim como  dos  nutrientes, principalmente as vitaminas e minerais, é um risco de saúde pública.
Os jovens, que, por estarem em crescimento e desenvolvimento, necessitariam de maior variedade nutricional,  são os que fazem mais “asneiras”. É muito vulgar petiscarem snaks muito calóricos entre as refeições, que,  inclusive são tomados durante atividades sedentárias. Também as refeições são, muitas vezes, à base de hamburgers e pizzas, que são alimentos ricos em hidratos de carbono e gorduras.
Como consequência dos maus hábitos alimentares resulta a fadiga física, a exaustão, a falta de atenção, o cansaço mental, crescimento comprometido e desregulação hormonal. Para colmatar o défice nutricional recorre-se a fórmulas vitamínicas completas e adaptadas às necessidades nutricionais para cada idade e sexo.
Portanto, a toma de suplementos vitamínicos, não sendo uma forma de substituir uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável, são o "mal menor" para colmatar o défice nutricional que se verifica em grande parte da população.

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

O Bom Uso do Medicamento


Os medicamentos dão bem estar, mas se não forem tomados os cuidados devidos podem causar sérios problemas. A eficácia e segurança do tratamento dependem da boa utilização dos medicamentos.
Para se fazer um bom uso dos medicamentos deve-se:
Informar o médico e o farmacêutico sobre:
  • Todos os medicamentos que está a tomar, receitados ou não.
  • Os medicamentos que tenham causado problemas.
  • Os medicamentos receitados que não tomou e qual a razão.
  • Efeitos adversos causados pelos medicamentos.
Conhecer bem os medicamentos que toma:
  • Antes de começar o tratamento ler com atenção as indicações no folheto informativo.
  • Seguir com rigor as instruções sobre a toma ou aplicação dos medicamentos.
  • Esclarecer as dúvidas com o médico ou farmacêutico.
Seguir rigorosamente o tratamento:
  • Tomar os medicamentos nas doses e nos horários recomendados. Não alterar as doses receitadas.
  • Tratar durante o tempo recomendado.
  • Tomar os medicamentos com um copo de água e nunca na posição de deitado.
  • Não beber bebidas alcoólicas durante o tratamento.
  • Pedir ao farmacêutico para escrever na caixa o modo como devem ser tomados os medicamentos (número de vezes por dia, horas das tomas, antes ou depois das refeições, etc.).
  • Os medicamento de preparação extemporânea (ex.: antibióticos para crianças) devem ser agitados antes de tomar, assim como aqueles que têm essa indicação no rótulo.
  • Em caso de viagem:
  • Levar na bagagem de mão os medicamentos a tomar quando viajar de avião.
  • Transportar por períodos curtos os medicamentos nos automóveis, as condições de armazenamento (ex.: temperatura) não são as melhores.
Separar os medicamentos destinados às crianças:
  • Às crianças dar somente os medicamentos que lhes foram receitados.
  • Não dar às crianças medicamentos para adultos, mesmo em doses reduzidas, salvo indicação médica.
Auxiliar os idosos no tratamento:
  • Nas doses e horas das tomas.
  • Nos cuidados especiais e identificação das queixas relacionadas com o tratamento, etc.
Tomar só medicamentos receitados pelo médico ou aconselhados pelo farmacêutico:
  • O mesmo sintoma não significa a mesma doença; não tomar medicamentos aconselhados por vizinhos, amigos, colegas ou familiares.
  • Grávidas, mães a amamentar ou doentes crónicos devem tomar somente os medicamentos receitados pelo médico ou aconselhados pelo farmacêutico.
Não utilizar medicamentos que sobraram:
  • De aplicação nos olhos. Depois de abertos têm validade muito curta.
  • Receitados pelo médico para outra doença anterior (ex.: antibióticos)
  • Com prazo de validade ultrapassado ou sem o prazo inscrito na embalagem.
  • Com sinais de alteração (ex.: cor, cheiro, etc.).
  • Depositar os restos dos medicamentos em contentores próprios nas farmácias, não os deitar no lixo.
Informar-se junto do médico ou farmacêutico sobre:
  • Doses, horários das tomas, duração do tratamento e que fazer se houver esquecimento de uma toma.
  • Interações com outros medicamentos, alimentos e bebidas alcoólicas.
  • Reações adversas esperadas e como as evitar.
  • Possibilidade de condução de veículos e exposição ao sol.
  • A ingestão ocasional de uma dose exagerada ou troca de medicamento.